Barry Jenkins: The Gaze

Enquanto filmava a monumental minissérie The Underground Railroad, o diretor Barry Jenkins também começou a trabalhar em The Gaze, um filme não-narrativo que parece existir naqueles momentos dos filmes do diretor em que os personagens extrapolam suas próprias histórias e olham o próprio espectador nos olhos.

In my years of doing interviews and roundtables and Q&A’s for the various films we’ve made, there is one question that recurs. No matter the length of the piece or the tone of the room, eventually, inevitably, I am asked about the white gaze. It wasn’t until a very particular interview regards The Underground Railroad that the blindspot inherent in that questioning became clear to me: never, in all my years of working or questioning, had I been set upon about the Black gaze; or the gaze distilled.

I don’t remember when we began making the piece you see here. Which is not and should not be considered an episode of The Underground Railroad. It exists apart from that, outside it. Early in production, there was a moment where I looked across the set and what I saw settled me: our background actors, in working with folks like Ms. Wendy and Mr. and Mrs. King – styled and dressed and made up by Caroline, by Lawrence and Donnie – I looked across the set and realized I was looking at my ancestors, a group of people whose images have been largely lost to the historical record. Without thinking, we paused production on the The Underground Railroad and instead harnessed our tools to capture portraits of… them.

What flows here is non-narrative. There is no story told. Throughout production, we halted our filming many times for moments like these. Moments where… standing in the spaces our ancestors stood, we had the feeling of seeing them, truly seeing them and thus, we sought to capture and share that seeing with you. The artist Kerry James Marshall has a series of paintings of ancestors for whom there is no visual record but for whom he has supplied a visual representation of their person. For me, most inspirationally, “Scipio Moorehead, Portrait of Himself, 1776.”

[…]

This is an act of seeing. Of seeing them. And maybe, in a soft-headed way, of opening a portal where THEY may see US, the benefactors of their efforts, of the lives they LIVED.

Nook: temas do Animal Crossing no Firefox e no Chrome

Se você já jogou Animal Crossing, você sabe que o jogo têm pequenos temas musicais para cada hora do dia. O das 9h é diferente do das 10h, que são diferentes do das 21h e das 22h. Alguns temas são mais “espaçosos”, outros são mais agitados, tudo depende do jogo e da hora do dia.

Esses temas são perfeitos pra quando eu estou jogando New Horizons, porque o jogo requer ao mesmo tempo um pouquinho de concentração e de criatividade. Por coincidência, o meu trabalho também requer um pouco de concentração e de criatividade ao mesmo tempo, então eu fiquei muito feliz quando encontrei o Nook, uma extensão para o Chrome e o Firefox que executa os pequenos loops musicais de vários Animal Crossing de acordo com a hora do dia.

Eu pessoalmente gosto de ouvir os temas de New Leaf de manhã, eles são mais melancólicos e bonitos. À tarde, geralmente o período mais movimentado do meu trabalho, eu gosto de ouvir as notas acústicas dos temas de New Horizons, que me acalmam. Eu acho um barato, porque a extensão tem algumas configurações muito úteis — eu posso diminuir o volume do tema sem precisar baixar o volume do resto do computador, então eu deixo ele baixinho durante as reuniões. Você também pode ativar a chuva (a música muda quando chove ou neva nos jogos). Você pode até mesmo ativar as músicas do K.K. Slider nas noites de sábado, pra quando você precisa fazer aquela hora extra.

Os postos de gasolina mais bonitos

Via Kottke, que também linka pra esse artigo sobre como postos de gasolina podem ser transformados em coisas melhores quando gasolina e combustível forem coisa do passado, tomara que esse dia chegue logo.

Eu sou apaixonado por postos de gasolina, bonitos ou não. Tem algo muito real nesses lugares pedestres, são estruturas “eternas” para momentos passageiros — muito como um elevador, mas eu tenho medo de elevadores. É estranho, mas eu geralmente vejo postos de gasolina como respiros em cidades grandes. Eles são horizontais, e não verticais como os prédios, eles precisam ter espaço, porque os veículos vão passar bem nom eio deles. E eles são momentâneos: existem para aquele momento que você precisa deles, e depois você vai embora. Tem algo poético e trágico em lugares assim.

Kentucky Route Zero é basicamente sobre isso: aquilo que é trágico e poético porque é passageiro. Ele começa em um posto de gasolina.

Nintendo anuncia Game Builder Garage

Game Builder Garage é um jogo/aplicativo para o Nintendo Switch que permite que as pessoas criem jogos usando uma interface gráfica amigável, como o Scratch ou o Kodu Game Lab da Microsoft. O usuário vai ligar blocos que podem ser objetos ou ações à blocos de interação, permitindo criar comportamentos e cenários.

Pelo trailer, Game Builder Garage é bastante inspirado no Labo Garage e no Dojô do Yamamura em Super Mario Maker 2, e aposta no grande forte da Nintendo: seu conhecimento inigualável dos fundamentos do game design. De longe as melhores aulas de design de níveis que eu tive foram através do Yamamura no SMM2, com lições com foco em cada elemento que um nível de jogos do Mario podem apresentar. Game Builder Garage parece uma versão extendida e mais poderosa desse modo de jogo e tô bem interessado no que ele pode oferecer. Me lembrou de quando a Nintendo lançava aplicativos como leitor de livros e bloco de anotações para o DS e o 3DS, sempre com um diferencial bacana. Parece que o Switch tá tomando esse mesmo caminho.

Algumas anotações de atualizações

Oi pessoal, queria só deixar uns avisos por aqui antes de começar o dia. Espero que todos estejam bem e seguros.

se você é um leitor atento do Pão, já deve ter percebido que eu tô sempre fazendo umas modificações aqui e ali. As vezes eu mudo o espaçamento nos posts, as vezes eu troco algo de lugar. O Pão já passou por alguns redesigns, mas eu tô bem contente com esse e a forma como ele vem crescendo. Você já deve saber que eu trato esse blog como um pequeno jardim, sempre arrumando uma coisinha ou deixando outra mais bonitinha. Eu adoro sentar na frente do computador no sábado ou no domingo por uma ou duas horas e ficar mexendo um pouco no código-fonte do Pão.

Nas últimas semanas eu estive dedicado a remover a plataforma de comentários que eu usava aqui antes, o Disqus. Ele era a única fonte de cookies externos sendo usados no Pão, e ele começou a exibir anúncios na seção de comentários há um tempo. Eu nunca gostei disso, mas como o Pão é um site estático, sem um painel de administração por trás dele, eu não sabia se tinha muitas opções como alternativas.

Como vocês podem ver abaixo desse post, eu encontrei uma! Na verdade eu lembrei que o IntenseDebate existia — eu o usei em um dos meus primeiros blogs há muitos anos. Então temos comentários de novo, e agora sem interferir a sua privacidade e sem abusar do meu layout. Todo mundo ganha!

Agora a má notícia: eu ainda estou tentando importar nossos comentários do Disqus pra IntenseDebate, mas tô suspeitando que isso não seja possível. Se não tiver, paciência. Os comentários do Pão nunca foram muito ativos (mais sobre isso em um post futuro, eu acho!), mas com o passar dos anos eles acumularam um efeito muito bacana de pessoas encontrando séries ou filmes ou jogos que eu comentei aqui há um tempão e reagindo às minas considerações. Era bacana ver essas reações com anos de distância, e elas ainda estão disponíveis no Disqus do Pão. Os novos comentários do Pão ainda vão permitir esse tipo de interação, mas esse histórico talvez fique pra trás.

Enfim, os comentários estão vivos, e continuam sendo regidos pela etiqueta de comentários. Eu também aproveitei para atualizar as considerações de privacidade para remover a nota sobre o uso dos seus dados pelo Disqus. Ele não tem mais vez aqui no Pão.

Obrigado pela visita e fiquem bem! Nos vemos logo mais.