Posts marcados com podcasts

A história da web

Eu sou apaixonado por histórias daqueles dez, quinze primeiros anos da internet, quando comunidades se formavam ao redor do brilho dos monitores para desbravar tudo o que a internet poderia fazer. Essas comunidades eventualmente criaram as tecnologias fundadoras da web, e serviços que até hoje sustentam a mega-infraestrutura que existe para manter a internet o mais livre e independente possível.

Como The Soul of the New Machine e Halt and Catch Fire, a série de artigos Web History, de Jay Hoffmann, narra em um tom poético mas nada romântico como essa fundação da web aconteceu – das brigas internas dos times de pesquisadores da ARPANET à introdução de CMS como o WordPress e o Blogger, que democratizaram a criação de sites. Alguns capítulos, como o dedicado ao CSS, podem ser cheios de termos muito técnicos para quem não trabalha com esse tipo de coisa, mas vale muito conferir. É uma documentação histórica da internet, e eu gosto que ela existe de uma bonita assim.

Além dos textos, os capítulos são oferecidos em formato de áudio em um podcast, que é o meu jeito preferido de acompanhar. Eu posso ouvir enquanto desenvolvo as coisas do trabalho. É em inglês, mas o narrador Jeremy Keith usa uma voz bem calma e espaçada, se você está arranhando um pouco na língua acho que é uma boa pedida.

Everything is Alive está de volta

Everything is Alive, o meu podcast favorito, está de volta para sua novíssima temporada entrevistando Adam, um banquinho de sentar.

Esse podcast é perfeito pra quem, assim como eu, assistiu Toy Story muito cedo e desenvolveu uma empatia perigosa por absolutamente tudo ao seu redor. Eu sento devagar no sofá pra não machucar ele, eu limpo a louça com cuidado para elas dormirem bem. Faz muito tempo que eu não acredito que as coisas ao nosso redor não têm uma vida própria e julgam o nosso dia-a-dia, mas resquícios desses pensamentos ainda vivem dentro de mim. E Everything is Alive ilustra isso com entrevistas com esses objetos. São conversas charmosas demais pra descrever, mas eu vou tentar: algumas são engraçadas, como a da jaqueta de couro e a calça jeans, que conversam sobre como seu dono não tem mais idade para vestí-las. Outras, como a do elevador, são de partir o coração.

A melhor dica que eu poderia dar a você nesse início de final de semana é essa. Escute Everything is Alive. Ele me ajudou a ver a beleza daquilo que nos cerca no dia-a-dia. Não tem presente melhor que esse.

As coisas incríveis que meus amigos fazem

Eu gosto muito de estar próximo dos meus amigos. Antes desse ano, que me forçou a ficar longe deles, eu sempre estava com algum amigo. Seja conversando, seja trabalhando, seja fazendo absolutamente nada enquanto a gente fica sentado no sofá. Eu gosto de estar na companhia dos meus amigos, e sinto bastante falta deles.

Esse ano eu tive que aprender a passar o tempo e acompanhar meus amigos de jeitos diferentes, e um desses jeitos foi acompanhando o que eles fazem. Eu tenho muitos amigos que criam coisas incríveis, e vou aproveitar esse espacinho de internet que eu tenho aqui pra vocês conhecerem alguns deles.

Eu pretendo fazer mais posts assim daqui pra frente. É legal lembrar que eu estou cercado de gente inspiradora como meus amigos, e me sinto menos sozinho escrevendo pro Pão sabendo que logo aqui no lado desse espacinho virtual eu tenho amigos meus escrevendo, filmando, gravando podcasts e cozinhando.


Para ler: o blog da Jéssica

Eu comentei isso uma vez com a Jéssica: mas eu queria saber escrever tão bem como ela. A Jéssica escreve no Medium, e ler ela é uma das melhores coisas que eu fiz esse ano. Suas linhas são objetivas e ao mesmo tempo poéticas, e ela tem aquele dom que eu acho que um grande escritor tem que é a capacidade de fazer ligações entre as coisas que a gente acharia improvável — mas ela faz parecer real, às vezes até inevitável. São textos precisos sobre a experiência que é ser a Jéssica, mas também que é ser humano. Eu me surpreendi lendo Sinestesia, seu texto mais recente, que captura muito memórias da minha infância que eu não sabia que eu ainda tinha.


Para ver: os filmes do Leo

Eu já escrevi sobre o curta que o Leo lançou há uns meses, mas vale deixar um link para o canal do Fantasma do Espaço, que tem um longa e um outro curta também incríveis. Eu já falei lá no outro post, mas vale repetir: o Leo tem um olho único no cinema gaúcho, e talvez no cinema brasileiro, que geralmente é feito por gente “da cidade grande”, ou como alguém dessa cidade grande enxerga o interior. Os filmes do Leo são diferentes, são visões bem íntimas do interior do RS, onde natureza e cidade brigam por espaço.


Para ouvir: o podcast da Manu e da Luísa

A Emanuele e a Luisa, junto com a Roberta, fazem o podcast Cadê minhas Lésbicas. Eu trabalhei com a Manu há dez anos, e desde sempre eu sempre gostei de ouvir (e ler) o que ela tem pra dizer sobre qualquer coisa, e no último ano em que estamos distantes eu tenho o prazer de ouvir suas opiniões em seu próprio podcast. CMLês tem tudo o que um bom podcast de conversa pode ter: é honesto com suas participantes, é engraçado em uns pontos e surpreendentemente emocionante em outros. Como uma boa conversa mesmo. Eu particularmente amo o episódio em que elas dissecam o filme Carol — eu não canso de ouvir sobre esse filme.


Para comer: os pães e tortas da Taís e do Victor

Essa é uma dica mais regional, porque se você não estiver por Porto Alegre (e Santa Maria), provavelmente não vai poder experimentar, mas fica aí o link deles pra você ficar com inveja. A Taís e o Victor começaram a Taís Bakery esse ano — a qual já recebeu uma crítica aqui das fotos de uma das suas tortas. Quando eu preciso ir pra POA eu sempre me organizo para comprar um pão artesanal (divino) ou um cheesecake de paçoca (o qual é um crime e eles precisam ser investigados de tão bom). Eu geralmente gosto de reunir meus amigos para comer uma torta e umas bobagens no meu aniversário, mas como acho que mês que vem a gente ainda vai estar se isolando socialmente eu vou ter que comer essa Torta Brownie Brigadeiro sozinho. Uma pena.

Episódio 10 – com Victor Silva

O Victor e eu nos sentamos pra conversar sobre como a gente desbravou o mato que era a internet no início dos anos 2000.

Você pode encontrar o Victor no Twitter, em @amobrejas e no Instagram, em @vicaobaker.

Esse é o último episódio do Pãodecast nesse ano, mas eu já estou gravando conversas para o ano que vem. Quer participar? Envie uma mensagem e vamos combinar um dia.

Episódio 9 – com Guilherme Novello

O Guilherme e eu tiramos a noite pra conversar sobre sonhos (aquele tipo que a gente tem quando dorme).

Você pode seguir o Guilherme no Twitter e no Instagram.

A primeira temporada do Pãodecast acaba no próximo episódio. Se você quer conversar sobre alguma coisa, a nova temporada chega em algum momento do ano que vem. Me envie uma mensagem e vamos marcar nossa conversa. ☕️

Episódio 7 – com Manuela Neri

Eu e Manu falamos sobre como é se virar morando sozinho, e como é impossível fugir de baratas voadoras.

Você pode encontrar a Manu no Twitter.

(Desculpem pela falta de voz nos créditos, eu tava um pouco doente!)

Esse episódio foi produzido por Arthur Freitas. A trilha-sonora é do Blue Dot Sessions. A ilustração do Pãodecast foi feita pelo Raul Fontoura.

Se você quer participar de um episódio e conversar sobre qualquer coisa, envie uma mensagem!

Episódio 6 – com Erê Carvalho Zimmer

A gente começou conversando sobre pastel, depois conversamos sobre música e finalmente conversarmos sobre a arte de flertar.

Você pode encontrar o Erê no Twitter e no Instagram.

O Pãodecast é produzido por Arthur Freitas, a trilha-sonora é do Blue Dot Sessions, e a ilustração foi feita pelo Raul Fontoura.

Quer fazer parte de um episódio? Envia uma mensagem!

Episódio 4 – com Cássio Fagundes

Era um pouco tarde da noite quando eu e o Cássio paramos pra conversar. Eu tava trabalhando. Ele tava lavando louça.

O Cássio não tá por aí na internet, mas ele pediu pra avisar que se quiser falar com ele, procura na praia.

O Pãodecast é produzido por mim, a trilha-sonora é do Blue Dot Sessions, e a ilustração foi feita pelo Raul Fontoura.

Quer fazer parte de um episódio? Me envie uma mensagem! Vamos marcar :)

Você pode assinar o Pãodecast no Apple Podcasts, Spotify, Pocket Casts ou no seu player favorito com o RSS.

Episódio 3 — com Eduarda Ellwanger

Eu e a Eduarda falamos de família e o que é se sentir em família.

Você pode encontrar a Eduarda no Twitter e no Instagram.

O Pãodecast é produzido por mim. A ilustração é do Raul Fontoura e trilha-sonora é do Blue Dot Sessions.

Quer fazer parte de um episódio? A gente tem mais uma vaga para a primeira temporada, mas já estou começando a organizar os entrevistados da segunda! Nos envie uma mensagem.

Você pode assinar o Pãodecast no Apple Podcasts, Spotify, Pocket Casts ou no seu player favorito assinando o RSS.

Episódio 2 — com Raul Fontoura

Eu e o Raul começamos conversando sobre os jogos que nós gostamos, depois sobre game design. Quando a gente viu, estávamos conversando sobre as escolhas que tomamos na vida. E o episódio é bem divertido de ouvir por causa disso! Eu até mudei a nomenclatura dos episódios e deixei só o nome do convidado, pra tirar a ideia de que a gente conversa sobre algum tema em específico. A gente conversa sobre vários, e é a conversa que interessa.

Você pode encontrar o Raul no Twitter (@raulranma), no itch.io e no Tumblr.

Esse episódio do Pãodecast foi produzido por mim. A ilustração é do entrevistado, o Raul, e trilha-sonora é do Blue Dot Sessions.

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A primeira temporada do Pãodecast vai ter dez episódios. Eles são quinzenais, e saem nas quartas-feiras. Ainda há alguns episódios vagos, se você quiser conversar comigo sobre qualquer coisa (até mesmo sobre nada), envie uma mensagem pelo email mesa {arroba} paomortadela.com.br ou uma mensagem de voz clicando aqui.

Episódio 1 — Tainara Fraga

Esse último sábado eu sentei com a minha amiga Tainara pra finalmente tirarmos do papel uma ideia que tivemos no ano passado: nós gravamos o primeiro episódio do Pãodecast, um podcast de conversas.

A ideia é bem simples, na verdade. Todo o episódio é uma conversa de quinze minutos com um convidado, sobre qualquer coisa que eles tenham em mente no momento. Eu queria que o primeiro episódio fosse com a Tainara, porque tive a ideia com ela e parecia certo começar dessa forma. A gente conversou sobre relacionamentos, e como foi terminar um namoro de muito tempo no meio da quarentena. É menos triste do que parece, espero que gostem!

Esse episódio do Pãodecast foi produzido por mim. A ilustração é do Raul Fontoura e trilha-sonora é do Blue Dot Sessions.

Você pode assinar o Pãodecast no Apple Podcasts, Spotify, Pocket Casts ou no seu player favorito assinando o RSS.


A primeira temporada do Pãodecast vai ter dez episódios. Eu ainda não defini se serão quinzenais ou semanas (depende de como for o ritmo da minha edição deles, hehe), mas eles vão sair nas quartas-feiras. Ainda há alguns episódios vagos, se você quiser conversar comigo sobre qualquer coisa (até mesmo sobre nada), envie uma mensagem pelo email mesa {arroba} paomortadela.com.br ou uma mensagem de voz clicando aqui.

The Next Picture Show é o meu podcast sobre filmes favorito

Quando eu trabalhava numa agência, em 2012, minha melhor companhia de trabalho eram os podcasts. Eu escutava vários, sobre temas totalmente diversos. Naquela época o Seu Felipe tinha uma comentando séries (durou três inesquecíveis episódios), o Nerdcast reinava soberano e um bando de sites de humor começavam a publicar seus primeiros episódios.

Já faz um tempo que eu não trabalho numa agência, e os podcasts acabaram ficando para trás. Nas últimas semanas, porém, o mundo recebeu The Next Picture Show. E meu iTunes voltou a ter algo pra assinar.

O The Next Picture Show não é revolucionário como Serial e This American Life em criar narrativas. Pelo contrário, ele volta ao formato de programa de rádio extendido com uma mesa de pessoas discutindo um tema sob diferentes perspectivas. Vindo das cinzas do The Dissolve, o melhor site sobre cinema que a Internet jamais permitiu sobreviver, o The Next Picture Show reune a antiga equipe de editores do site para voltar a discutir filmes do jeito inteligente, questionador e divertido pelo qual eles foram cultuados no Dissolve.

The Next Picture Show traz do Dissolve a ideia de “filme da semana”, em que os editores discutiam, durante cinco posts entre segunda a sexta, um filme sob temas diferentes. Desde Toy Story até Cidade de Deus, o filme da semana resultou em ensaios fantásticos sobre os mais variados filmes — e fazia considerações interessantíssimas sobre elementos que são facilmente perdidos numa assistida, mas os olhos atentos do Dissolve sempre os expunham para os leitores, que incrementavam tudo com excelentes discussões.

O filme da semana, no The Next Picture Show, divide espaço com um filme recente. Todas as semanas, dois episódios tratam de observar e contextualizar filmes recentes com filmes mais antigos, afim de encontrar semelhanças, discordâncias e como filmes feitos com décadas de diferença mudam a nossa visão de outro filme. Desde uma mesma franquia, como Star Wars: Uma Nova Esperança e Star Wars: O Despertar da Força, até filmes que conversam tematicamente, como Todos os Homens do Presidente e Spotlight: Segredos Revelados.

Com uma linguagem engajada e conversas apaixonadas, Scott Tobias, Tasha Robinson, Keith Phillips, Rachel Handler e a produtora Genevieve Koski trazem o clima de cinefilia e paixão pelos filmes que o Dissolve sempre conseguiu exalar tão bem. The Next Picture Show vai ser um ótimo companheiro para seu trabalho, sua noite ou seu caminho de volta para casa. Mais que isso, porém, ele também é um bom lugar para se discutir cinema com inteligência.

The Next Picture Show pode ser assinado pelo iTunes ou por RSS.

Projeto Humanos: histórias do cotidiano

Ivan Mizanzuk é designer, com mestrado em filosofia/sociologia e doutorado em tecnologia e design. Mas nada disso importa aqui. No maravilhoso mundo da internet ele é apresentador do Anticast e idealizador do Projeto Humanos.

O Projeto Humanos traz histórias do cotidiano em formato de storytelling. Nele, Ivan entrevista seus convidados que contam alguma história marcante de suas vidas. No piloto Bom de Briga, por exemplo, seu pai, Emerson Mizanzuki, volta aos tempos de moleque e narra a maior surra que já levou.

O programa está lindo, com uma edição muito cuidadosa e uma narrativa cheia de energia e sensibilidade. É uma ótima dica para quem gosta de ouvir uma boa história!