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Magneto: Atos de Terror

Magneto: Atos de Terror

No início do ano, aqui no Brasil, foram lançados alguns quadrinhos dedicados aos vilões do universo Marvel – e todos sabemos que histórias sobre vilões são muito melhores do que histórias sobre herois. Em Atos de Terror, o mestre do magnetismo luta lado a lado com os X-men, deixando seu posto de nêmesis do grupo para trás, criando, junto a Scott, uma nova forma de lutar pela causa mutante.

Tudo muda, entretanto, quando Erik é filmado assassinando um grupo de quarenta manifestantes anti-mutantes. Com Capitão América e o Homem de Ferro em seu encalço, o líder mutante precisará provar que se redimiu de seus crimes e que há alguém por trás da morte do grupo.

Fico muito feliz quando uma história me surpreende, principalmente quando se trata de X-men. Foi difícil engolir a rixa com os vingadores, a vinda da Fênix, Utopia e toda a mudança de Scott, mas confesso que não consigo deixar de gostar do grupo mutante. Magneto é, sem dúvidas, um dos melhores personagens da Marvel, e é sempre interessante acompanhar qualquer obra que envolva o aprofundamento no universo do vilão.

Quanto a isso, Atos de Terror cumpre sua função nos envolvendo com uma trama riquíssima, pronta para ser desvelada por Magneto. A questão que a história levanta – mais especificamente, que um antigo aliado levanta, o verdadeiro autor dos assassinatos – é: se não houverem mais vilões como Erik, se todos passarem para o lado dos mocinhos, não haverá mais nada a ser combatido? O único inimigo é aquele que joga um jogo sujo e usa, ao contrário do heroi, o caminho do crime, o caminho obscuro para alcançar seus objetivos?

A vilania não é uma fantasia a ser vestida e um conjunto de regras a ser quebrado. Erik sabe disso e é justamente esse conhecimento – junto com seus poderes extraordinários, claro – que o transforma em um dos mais poderosos personagens da Marvel.

Citando o próprio Magneto, nessa história não existem lados. O poder não é disputado pelo bem e pelo mal, mas por todos aqueles que não concebem o bem comum como finalidade, mas como forma de controle ou ligação para outros fins. Quase que um jogo de poderes onde o que está em jogo, a recompensa, é o poder em si ou o direito de continuar na disputa por ele. E, no caso dos mutantes, o direito de viverem livres no mundo humano também está na mesa, mas alguns miram mais alto.

Magneto: Atos de Terror é uma ótima história para quem está cansado de salvar o mundo e gosta de variar um pouco. Afinal de contas, o que seriam dos herois se não fossem os vilões?